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Convidado: Leonardo Galvão - Editor Java Magazine
Moderador: Bruno Souza (javaman)
Esse é um fórum moderado.
javaman: Vamos dar inicio a mais um Restaurante no Fim do
Universo
javaman: Nesse jantar, temos como convidado especial, Leonardo
Galvao, editor da Revista Java
Magazine, a primeira revista totalmente dedicada à tecnologia
Java no Brasil. Leonardo é o responsavel pela visão de que
a Revista Java Magazine deve ser feita em conjunto com a comunidade brasileira,
ou seja, nós os desenvolvedores.
Leonardo Galvão: Ola a todos!
felipeal: Quando e de onde surgiu a idéia da criação
da revista?
Leonardo Galvão: Tinha essa idéia desde quando trabalhava
com Java no Recife, no Centro de Estudos de Sistemas Avançados do
Recife (CESAR).
RafaelGUJ: Leonardo, como esta a aceitacao da revista pela
comunidade?
felipeal: Demorou muito para concretizar a idéia?
Leonardo Galvão: Sim. Achavam que nao era viavel etc. Foi
muita conversa para convencer os atuais sócios.
AdlerMedra: Quais tecnologias serao implementadas no portal
da Revista Java Magazine?
Leonardo Galvão: No portal usaremos somente Java. Radicalmente
Java. As tecnologias estão em avaliação, mas Struts
é garantido.
RafaelGUJ: estao querendo fazer um portal mesmo entao?
Leonardo Galvão: Sim. Haverá um portal, mas a idéia
é nao concorrer com os portais existentes
sj: Leonardo, quais sao as prioridades da Java Magazine
em materia de publico alvo?
Leonardo Galvão: Nosso publico alvo, posso dividir em tres:
iniciantes, desenvolvedores e gerentes tecnicos. Pretendemos formar os
iniciantes e aumentar a comunidade com a revista
sj: Muita gente diz que a revista é so para iniciatnes...
felipeal: eu discordo
Leonardo Galvão: Alguns dizem que é só para
iniciantes, mas veja que sempre temos textos avançados. Por exemplo,
logging, expressoes regulares, GTK+ com Java. Acredito que sao artigos
para desenvolvedores. Nao acham?
RafaelGUJ: exatamente. Os sobre GC estao muito bons tambem!
AdlerMedra: Quais as dificuldades enfrentadas para tornar
a revista uma realidade? Pois devido ao fato de ela ser direcionada a um
publico especifico deve ter ocorrido alguma dificuldade neste aspecto
Leonardo Galvão: As dificuldades foram menores que eu esperava,
pois já tinha experiencia com outras revistas tecnicas. Com o tempo,
vamos ficando com o sentimento de onde ir e onde nao ir, claro. Um ponto
em que insisti foi a qualidade
felipeal: eu acho até o contrário. A revista
é boa para apresentar tecnologias novas e como anda a comunidade
no Brasil, mas acho que falta uma seção básica (pelo
menos em relação ao J2EE), tipo Threads, serialização,
inner classes ,etc..
MagnoRioJU: Tem sido muito importante para a comunidade
Java (Java Users Groups) o apoio
da revista! Qual o próximo passo ?
Leonardo Galvão: Os JUGs realmente são muito importantes
para a revista. Acho que estamos sendo um bom meio de divulgação
para os JUGs tambem. A comunidade Java exige uma qualidade especial.
JorgeKazuo: como é o processo para que alguem possa
submeter um artigo para ser publicado na Java Magazine?
AdlerMedra: Voces aceitam para análise artigos de
qualquer desenvolvedor ou somente pessoas ja conhecidas na area?
Leonardo Galvão: O processo de aceitação é
bem simples. Você combina comigo o tema e fazemos os ajustes necessarios.
felipeal: Por falar na sua experiência, na maioria
dos artigos da revista, existe uma mini-biografia dos autores. Nos seus,
só consta "Publisher e editor". Qual o seu background?
Leonardo Galvão: Meu background: sou consultor Java e trabalhei
no CESAR,Qualiti e Mobile no Recife. Lá no Recife, voces sabem,
tem uma comunidade fortissima Java
sj: E como voce tem sentido a comunidade Java brasileira?
Leonardo Galvão: A comunidade Java do Brasil é um
fenômeno. É impressionante o poder de aglutinação
dela.
felipeal: Onde você trabalha então (como editor),
no Rio, Curitiba ou Recife?
Leonardo Galvão: Curitiba Mas é um trabalho móvel.
Fechei a edição 4 em Recife! Em pleno ano novo, olhando para
o mar e editando artigos!
sj: Voce faz tambem a Clube Delphy, alguma comparacao entre
as duas comunidades?
Leonardo Galvão: A comunidade Delphi é mais fragmentada.
Nao há a uniao que há em Java
felipeal: É que em Delphi, VisualBasic e outras linguagens,
a competição é entre os consultores/desenvolvedores
entre si. Com Java, é contra as outras linguagens (o inimigo é
a M$ :)
Leonardo Galvão: Felipe, sobre a competição,
acho que há algo diferente das outras comunidades. Algums coisa
que une todos.
felipeal: E a sede da editora é no Rio, certo?
Leonardo Galvão: A editora é no Rio, mas a parte
editorial (o conteudo) é 100% curitiba
JorgeKazuo: como estah a relacao entre numero de assinaturas
versus exemplares vendido nas bancas? existem muitas empresas assinando
a revista?
Leonardo Galvão: Tem muitas empresas sim que assinam
felipeal: qual a circulação da revista?
Leonardo Galvão: A circulação é por
volta de 20 mil
AdlerMedra: Voces pretendem fazer uma analise a fundo entre
Java e .NET na revista?
Leonardo Galvão: Java e .NET será sim um assunto.
Mas veja que é uma comparação um pouco imprópria.
Ou será muito ;)
sj: Puxa, por esse numero voce acha que da pra fazer uma
estimativa do numero de desenvolvedores Java no Brasil?
Leonardo Galvão: O número de desenvolvedores Java
no Brasil vem crescendo exponencialmente. Tiro isso pelo Sul. Antes eu
tinha um pedido de consultoria por mes aqui, hoje tenho um por dia. O Sul
ficou atras nao sei porque... mas agora está acordando para Java
felipeal: Eu não conheço as outras comunidades
de programação, mas as comunidades Linux também são
bem unidas.
Leonardo Galvão: As de Linux sao a unica que rivalizam em
forca com Java
metz: a comunidade PHP tambem é muito unida ... faço
parte de ambas :)
Leonardo Galvão: Java tem um diferencial - os bilhoes de
dolares por tras. Dai vem a força que nos coloca adiante das comunidades
livres. Claro que é uma força a mais, nao só
essa
AdlerMedra: Qual a sua opiniao sobre o JSP? Visto que uma
parte da comunidade java ama JSP e a outra parte odeia.
Leonardo Galvão: Sobre JSP eu fui "treinado" para detestar
JSP lá no CESAR. Lá usavamos apenas servlets e tudo funcionava
muito bem. Veja que fomos pioneiros lá e tivemos que fazer varios
frameworks, mas hoje JSP amadureceu muito...
PauloGUJ: Mas JSP continua a ser grego para os designers
felipeal: principalmente com as taglibs e frameworks auxiliares
Leonardo Galvão: JSP realmente pode se tornar spagueti total
AdlerMedra: Na minha opinião, JSP e Servlets tem
que andar em harmonia... :)
Leonardo Galvão: A questao é que é muito facil
progamar mal em JSP...
sj: Leonardo, voce trabalha com Java, veio de Delphy. Na
sua visao, para onde o desenvovedor deve olhar pensando no futuro?
Leonardo Galvão: Nao vim de Delphi, na verdade. Foi simultaneo.
Trabalho com Delphi e Java desde 1996 , estudo e trabalho... O Delphi tem
sua área, mas é mais restrita. Bem mais. O futuro de Java?
Alguem questiona? Nem a Microsoft...
AdlerMedra: Aproveitando que a Java Magazine esteve em Brasília
no ano passado para cobrir a Maratona 4Java. Este ano voces estarao aqui
novamente? E qual sua opiniao sobre o evento?
Leonardo Galvão: Estaremos na Maratona4Java sim! Sobre
o evento, achei excepcional. Acho que merece mais "oba-oba", um auditorio
maior, por exemplo. Mas acho a Maratona4Java um marco nacional
sj: E como voce imagina que Java vai se sair perto da investida
do .NET?
Leonardo Galvão: Se .NET vai mexer com Java? Vai. Positivamente.
Veja que com a consolidacao das duas plataformas a migracao de outras linguagens
como Delphi, PowerBuilder, PHP etc. vai polarizar. No final Java só
tem razoes para gannha essa "disputa"
felipeal: Voce acompanha as listas do SouJava (principalmente [java-list]
e [enterprise-list])?
Leonardo Galvão: Acompanho as listas sim, mas nao todos
os dias
felipeal: nesse caso, você aproveita as dúvidas/questões
gerais para direcionar artigos futuros da revista?
Leonardo Galvão: Sim. E tambem longas conversas com articulistas
e as dezenas de cartas que recebemos
felipeal: às vezes o pessoal faz algumas perguntas
bem básicas, e ninguém acaba respondendo. Depois eles reclamam
que a comunidade é hostil, que nas listas de VisualBasic o pessoal
ajuda mais, etc...
Leonardo Galvão: Essa questão de que a comunidade
é hostil não é absolutamente verdade. Nunca vi tanta
gente tao amigavel e cooperativa junta
AdlerMedra: Eu sempre recebi a ajuda da comunidade desde
o meu inicio no Java. Principalmente na lista do SouJava, na lista JJava (do Fernando
anselmo), do pessoal do DFJUG e depois
do GUJ.
felipeal: Nesse ponto que eu disse que seria interessante
para a revista uma seção fixa de dicas básicas de J2SE
- com artigos do nivel daquele sobre JDBC na primeira edição.
Leonardo Galvão: Estamos abrindo na edicao 6 uma seção
de dicas
felipeal: talvez fosse interessante nessa seção
de dicas, dicas de migração também (principalmente
VisualBasic para Java)
fabio: Quais sao os projetos que voce tem para a JM? Sinto
falta de uma secao com projetos e cases de sucesso
Leonardo Galvão: A questao de cases de sucesso realmente
é algo que está faltando. Um barreira para os cases é
a questao de marketing. Muitas empresas preferem divulgar os produtos em
vez da tecnologia Mas estamos trabalhando nisso
AdlerMedra: Apesar de morar em Brasília, eu sou paranaense
e visto que a Revista praticamente é editada no Paraná, como
anda a comunidade Java neste estado?
Leonardo Galvão: Sobre Java no Paraná, sinto uma
queda... Pelo menos no entusiasmo . Por outro lado, temos novidades como
uma Sun no Paraná.
fabio: Como esta a penetracao da revista no interior do
pais e estados fora do eixo Rio-Sao Paulo?
javaman: (ou, no caso de Java, do eixo Sao Paulo-Brasilia)
Leonardo Galvão: A revista tem penetração
grande em várias areas. Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba,
Pará, Brasília, Florianópolis. Sobre eixos, o Rio está
entrando no Eixo java. Rapidamente!
felipeal: Por falar em Sun, vocês recebem algum apoio/incentivo
deles (nem que seja um mero reconhecimento)?
Leonardo Galvão: Da Sun, tivemos apoio inicial, na forma
de um anuncio. Mas depois a coisa parou um pouco. Mas a Sun já fez
a parte dela. Criou Java!
fabio: mesmo porque temos outras empresas por tras da tecnologia
Leonardo Galvão: Fabio lembrou algo importante. A Sun só
é, digamos, 20% de Java
javaman: Java é um esforco da comunidade, por isso
a comunidade é tao importante.
felipeal: pois e', hoje em dia existem outras empresas mais
interessadas no progresso do Java que a própria Sun. Como os J2EE
vendors, database providers, IDE, etc...
fabio: quais os assuntos que despertam mais interesse nos
leitores?
Leonardo Galvão: Os asuntos que interessam mais sao os ligados
a web A serie de RoboCode teve feedback surpreendente tambem1
fabio: Web voce quer dizer JSP, Servlets e Struts? Ou EJB
tambem?
Leonardo Galvão: JSP e JSTL, acesso a dados...
AdlerMedra: A Microsoft jah procurou a revista para colocar
anuncios do .NET? (Para tentar converter os javaneses) e se ele quiser colocar
um anuncio, voces colocam? (Se colocar tem que pelo menos cobrar o dobro
do valor normal... Tio Bill é rico) :)
Leonardo Galvão: :) Sobre anuncios da Microsoft nao procuraram
nao. Acho que minha fama de radical deve ter espalhado por aí ;)
felipeal: Bom, eles publicaram anúncios na Linux
Magazine nos EUA... Criou a maior polêmica, muitos assinantes até
cancelaram a assinatura...
fabio: Nas consultorias que voce faz, quais sao os principais
assuntos ou problemas?
Leonardo Galvão: Nas consultorias: migracao de Delphi para
Java. E adoção de J2EE, migrando de COBOL
fabio: com uso de EJB's? Voce acha que esta tecnologia esta
sendo utilizada apenas por grandes corporacoes?
Leonardo Galvão: EJBs ainda tem presença forte em
grandes empresas. Mas estao saindo para as médias. Por exemplo,
em Bumenau temos um cliente médio que quer migrar tudo para J2EE
completo.
lucas: No seu livro autobiográfico, "Just for Fun",
Linus Torvalds tem reservas com relação a Java, mas ele não
fala no livro quais são. Alguem sabe do que ele está falando?
O livro é muito bom, recomendo a todos.
javaman: Nao sei se é sobre isso que ele fala, mas
a comunidade Linux tem uma reserva em relacao a Java por Java nao ser free
software...
felipeal: com todo o respeito ao Linus, ele deve pensar
que "Java não é linguagem de macho " :)
Leonardo Galvão: Certamente essa questao de Linus é
que Java nao é free software, como lembrou o Bruno.
lucas: Além de não ser open source, ele também
se refere a problemas técnicos que teriam surgido devido a manipulação
da Sun em interesse próprio.
Leonardo Galvão: Vejam que Java é open source! Mas
nao é free software (apesar de que as definicoes de Open Source
variam!)
sj: Sobre "grandes corporacoes", o Daniel deOliveira esteve
aqui e disse que o nicho de Java seria as grandes corporacoes, enquanto
.Net seria usado em pequenos e medios projetos. Como voce tem visto isso
na comunidade alcancada pela Java Magazine?
AdlerMedra: Encontrei com o Daniel (DFJUG) agora e ele me
disse que você é um cara legal! :)
Leonardo Galvão: Adler manda um abraco para Daniel. Ele
é cara bom danado!
fabio: o problema é que o pessoal do linux é
tao proprietario quanto a M$, o lance do multi-plataforma é quase
que ignorado, nao entendem a importanciia
felipeal: pode ser também, embora eu esperaria esse
argumento vindo do RMS [Richard Stalman]. O Linus não se importa
muito com essas questões filosófica (ele argumenta algo parecido
em relação ao uso de controladores de versão - o melhor
é o tar) ou uso de debuggers no kernel (temos o printk)
lucas: Mas ele não esclarece quais seriam os problemas
Vanessa: Eu tento convencer usuários Linux a conhecerem
Java diariamente. Alguns dizem que Java tira muito da responsabilidade do
programador. Fora os que ainda acham que Java é lento.
Leonardo Galvão: Acho que a comunidade Java só teria
a ganhar se se unisse a do Linux. Mas o que me parece é que a comunidade
Linux nao tem interesse tao grande assim
felipeal: bom, eu uso os 2 :)
fabio: voce ainda escuta muito que Java é lento?
Isso tem mudado?
Leonardo Galvão: Java é lento, onde? Em algumas aplicações
pouco otimizadas para o desktop . Imagine o ganho se houvesse um movimento
intenso de Java para Linux...
Vanessa: é o que eu digo... e digo ainda que o que
deixa um programa lento é um algoritmo, e os desenvolvedores só
tem a ganhar com as APIs prontas já comprovadamente boas em performance
felipeal: tem gente que acha que PHP, por exemplo, é
muito mais rápido que JSP
Leonardo Galvão: PHP mais rapido que JSP? Talvez num helllo
world...
fabio: talvez na primeira execucao. Mas por
que criaram o GTK, SWT e coisas do tipo? Na propria Java Magazine tinha
um artigo "Porque o Swing é lento"...
Leonardo Galvão: Tinha sim aquele quadro. Afinal temos que
deixar algum espaço para as críticas. Talvez o que precisasse
seria qualificar. Lento onde e como. Nos da comunidade temos que acabar
que esse mito da lentidao . Depende de nos...
felipeal: talvez o PHP até seja mais rápido
em casos simples, da mesma forma que o MySQL também é. Mas
para projetos de médio e longo porte, a coisa fica complicada...
AdlerMedra: Leonardo, o Daniel (DFJUG) pediu para que eu
lhe perguntasse se você conseguiu acertar a frequencia da revista
para uma por mes mesmo
Leonardo Galvão: Sim. Estamos mensal sim. Há alguns
atrasos por conta de feriados etc. Mas a média é mensal
felipeal: essa parte da licensa realmente é um impecilho.
Eu não conheco nenhuma distribuição linux que inclua
o JDK/JRE da Sun (ou mesmo IBM ou BlackDown) . O maximo que elas incluem
é o Kaffe...
javaman: Existem 3 distribuicoes que fizeram acordos de
distribuicao. Caldera foi a primeira.
felipeal: mas na versão com free download?
Vanessa: o JRE pode ser incluido.
AdlerMedra: Eu já usei programas em Java, que teoricamente
seriam dinossauros de pesados mas se sairam tao bem quanto qualquer programa
de qualquer linguagem.
Leonardo Galvão: Outra coisa que acho que podemos melhor
se nos unirmos simplificar para os iniciantes
fabio: o proprio JBuilder é tao lento ou tao performatico
quanto o Eclipse. E o JBuilder usa Swing e o Eclipse SWT.
Leonardo Galvão: O Together por exemplo é rapidissimo
felipeal: existe uma bibliotecaem Java para acessar o USB
do linux, por exemplo. E um programa que faz o download de fotos de câmeras
digitais usando tal biblioteca...
AdlerMedra: O Daniel pediu para eu te perguntar tambem,
porque que voce deixa Brasilia sempre na rabeira... voce sempre manda revistas
para o RJ, SP e depois o que sobra que voce manda pra cá, sendo que
Brasília tem o maior contingente de programadores Java do Brasil.
Leonardo Galvão: Nao somos nós quem mandamos, Adler!
É a distribuidora. Eu já aumentei o numero de revistas para
o dobro em Brasilia. Nao controlamos o algoritmo de distribuicao.
sj: Onde a Java Magazine mais vende? Tem essa info?
fabio: Em qual estado a revista é mais vendida?
Leonardo Galvão: Percentualmente, o recorde é...
Brasília! Brasília é realmente um pólo fantástico
fabio: em numeros absolutos, percentual nao vale, se vender
um em Muzambinho...
Leonardo Galvão: Mas o percentual a partir de um certo numero
é o que vale para revistas... Em numero sempre é São
Paulo, mas São Paulo recebe muito mais que Brasília.
Afinal sao mais de 5 mil bancas em SP! E cerca de 500 em Brasília...
felipeal: São Paulo tem muitas bancas, às
vezes 3 no mesmo quarteirao... Já que voltamos a falar sobre a revista...
Por que vocês não publicam a circulação na página
com os dados técnicos da revista?
Leonardo Galvão: É uma idéia Filipe. É
impressionante... Mas a distribuicao melhora a cada edicao.
sj: Se sao 20 mil exemplares, e cada revista deve ser lida
por mais de uma pessoa, temos entao uns 40 a 50 mil leitores? Isso é
razoavel?
Leonardo Galvão: É razoavel sim... Impressiona nao?
O tamanho da comunidade brasileira!
sj: Alguem tem esses numeros em relacao a outras linguagens
de programacao?
AdlerMedra: Essa pergunta nao é diretamente ligada
à revista, mas como vocês tiveram contato, qual a opinião
do pessoal da Sun (e do James Gosling) sobre a Comunidade Java Brasileira?
Leonardo Galvão: Gosling está impressionado com a
comunidade aqui e com os nosso projetos. Haverá destaque especial
no JavaOne sobre um projeto imenso daqui, o do Datasus.
felipeal: o fato do sistema bancário brasileiro
(que é um dos mais sofisticados do mundo) usar Java deve impressionar
mesmo...
AdlerMedra: Onde é desenvolvido este projeto? E quem
falarah sobre ele no JavaOne?
Leonardo Galvão: JavaMan, o local do desenvolvimento do
DataSus... Rio, Brasilia, nao?
javaman: O projeto Datasus é desenvolvido em Brasília,
Sao Paulo e Rio de Janeiro, ate onde eu sei.
sj: Leonardo, é legal alguem ter contato direto com
o James Gosling! O que voce achou?
Leonardo Galvão: Puxa, o cara é genial mesmo! Gosling
parece que é um cara multithreaded . Ele dedica um thread a voce
e cria uma linguagem de programação com os outros :)
javaman: Pessoal, nosso tempo esta acabando... Leonardo,
quer finalizar?
Leonardo Galvão: Ultimas perguntas, pessoal?
AdlerMedra: Um abraço, foi um prazer falar com voces
e desculpe qualquer coisa.
Leonardo Galvão: O prazer foi meu Adler
PauloGUJ: existe possibildiade de aumentar o numero de paginas
da revista?
Leonardo Galvão: O numero de paginas ainda nao avaliamos.
Mas não está descartado.
felipeal: Vocês tem planos de ampliar as funcionalidades
do site (alem do portal)?
Leonardo Galvão: O site terá sim muitas novas funcionalidades
fabio: Algo te surpreendeu durante este periodo de existencia
da Java Magazine? Quais serao os proximos passos?
Leonardo Galvão: A maior supresa foi o nível de uniao
e cooperacao da comunidade
javaman: Muito obrigado a todos pela participacao. A integra
da conversa ficara disponivel no site do Restaurante.
javaman: Leonardo, muito obrigado pelo trabalho, a comunidade
Java agradece!
Leonardo Galvão: Obrigado em nome da Java Magazine! Estamos
sempre a disposicao de voces para criticas sugestoes e tudo aquilo que pudermos
fazer por voces.
javaman: Obrigado a todos.
javaman: Ultimo moderador (eu) saindo. O chat agora está
liberado.
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