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Índice para o Restaurante

A Revista Java Magazine
10 de março de 2003



Convidado: Leonardo Galvão - Editor Java Magazine
Moderador: Bruno Souza (javaman)

Esse é um fórum moderado.

javaman: Vamos dar inicio a mais um Restaurante no Fim do Universo

javaman: Nesse jantar, temos como convidado especial, Leonardo Galvao, editor da Revista Java Magazine, a primeira revista totalmente dedicada à tecnologia Java no Brasil. Leonardo é o responsavel pela visão de que a Revista Java Magazine deve ser feita em conjunto com a comunidade brasileira, ou seja, nós os desenvolvedores.

Leonardo Galvão: Ola a todos!

felipeal: Quando e de onde surgiu a idéia da criação da revista?

Leonardo Galvão: Tinha essa idéia desde quando trabalhava com Java no Recife, no Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR).

RafaelGUJ: Leonardo, como esta a aceitacao da revista pela comunidade?

felipeal: Demorou muito para concretizar a idéia?

Leonardo Galvão: Sim. Achavam que nao era viavel etc. Foi muita conversa para convencer os atuais sócios.

AdlerMedra: Quais tecnologias serao implementadas no portal da Revista Java Magazine?

Leonardo Galvão: No portal usaremos somente Java. Radicalmente Java. As tecnologias estão em avaliação, mas Struts é garantido.

RafaelGUJ: estao querendo fazer um portal mesmo entao?

Leonardo Galvão: Sim. Haverá um portal, mas a idéia é nao concorrer com os portais existentes

sj: Leonardo, quais sao as prioridades da Java Magazine em materia de publico alvo?

Leonardo Galvão: Nosso publico alvo, posso dividir em tres: iniciantes, desenvolvedores e gerentes tecnicos. Pretendemos formar os iniciantes e aumentar a comunidade com a revista

sj: Muita gente diz que a revista é so para iniciatnes...

felipeal: eu discordo

Leonardo Galvão: Alguns dizem que é só para iniciantes, mas veja que sempre temos textos avançados. Por exemplo, logging, expressoes regulares, GTK+ com Java. Acredito que sao artigos para desenvolvedores. Nao acham?

RafaelGUJ: exatamente. Os sobre GC estao muito bons tambem!

AdlerMedra: Quais as dificuldades enfrentadas para tornar a revista uma realidade? Pois devido ao fato de ela ser direcionada a um publico especifico deve ter ocorrido alguma dificuldade neste aspecto

Leonardo Galvão: As dificuldades foram menores que eu esperava, pois já tinha experiencia com outras revistas tecnicas. Com o tempo, vamos ficando com o sentimento de onde ir e onde nao ir, claro. Um ponto em que insisti foi a qualidade

felipeal: eu acho até o contrário. A revista é boa para apresentar tecnologias novas e como anda a comunidade no Brasil, mas acho que falta uma seção básica (pelo menos em relação ao J2EE), tipo Threads, serialização, inner classes ,etc..

MagnoRioJU: Tem sido muito importante para a comunidade Java (Java Users Groups) o apoio da revista! Qual o próximo passo ?

Leonardo Galvão: Os JUGs realmente são muito importantes para a revista. Acho que estamos sendo um bom meio de divulgação para os JUGs tambem. A comunidade Java exige uma qualidade especial.

JorgeKazuo: como é o processo para que alguem possa submeter um artigo para ser publicado na Java Magazine?

AdlerMedra: Voces aceitam para análise artigos de qualquer desenvolvedor ou somente pessoas ja conhecidas na area?

Leonardo Galvão: O processo de aceitação é bem simples. Você combina comigo o tema e fazemos os ajustes necessarios.

felipeal: Por falar na sua experiência, na maioria dos artigos da revista, existe uma mini-biografia dos autores. Nos seus, só consta "Publisher e editor". Qual o seu background?

Leonardo Galvão: Meu background: sou consultor Java e trabalhei no CESAR,Qualiti e Mobile no Recife. Lá no Recife, voces sabem, tem uma comunidade fortissima Java

sj: E como voce tem sentido a comunidade Java brasileira? 

Leonardo Galvão: A comunidade Java do Brasil é um fenômeno. É impressionante o poder de aglutinação dela.

felipeal: Onde você trabalha então (como editor), no Rio, Curitiba ou Recife?

Leonardo Galvão: Curitiba Mas é um trabalho móvel. Fechei a edição 4 em Recife! Em pleno ano novo, olhando para o mar e editando artigos!

sj: Voce faz tambem a Clube Delphy, alguma comparacao entre as duas comunidades?

Leonardo Galvão: A comunidade Delphi é mais fragmentada. Nao há a uniao que há em Java

felipeal: É que em Delphi, VisualBasic e outras linguagens, a competição é entre os consultores/desenvolvedores entre si. Com Java, é contra as outras linguagens (o inimigo é a M$ :)

Leonardo Galvão: Felipe, sobre a competição, acho que há algo diferente das outras comunidades. Algums coisa que une todos.

felipeal: E a sede da editora é no Rio, certo?

Leonardo Galvão: A editora é no Rio, mas a parte editorial (o conteudo) é 100% curitiba

JorgeKazuo: como estah a relacao entre numero de assinaturas versus exemplares vendido nas bancas? existem muitas empresas assinando a revista?

Leonardo Galvão: Tem muitas empresas sim que assinam

felipeal: qual a circulação da revista?

Leonardo Galvão: A circulação é por volta de 20 mil

AdlerMedra: Voces pretendem fazer uma analise a fundo entre Java e .NET na revista?

Leonardo Galvão: Java e .NET será sim um assunto. Mas veja que é uma comparação um pouco imprópria. Ou será muito ;)

sj: Puxa, por esse numero voce acha que da pra fazer uma estimativa do numero de desenvolvedores Java no Brasil?

Leonardo Galvão: O número de desenvolvedores Java no Brasil vem crescendo exponencialmente. Tiro isso pelo Sul. Antes eu tinha um pedido de consultoria por mes aqui, hoje tenho um por dia. O Sul ficou atras nao sei porque... mas agora está acordando para Java

felipeal: Eu não conheço as outras comunidades de programação, mas as comunidades Linux também são bem unidas.

Leonardo Galvão: As de Linux sao a unica que rivalizam em forca com Java

metz: a comunidade PHP tambem é muito unida ... faço parte de ambas :)

Leonardo Galvão: Java tem um diferencial - os bilhoes de dolares por tras. Dai vem a força que nos coloca adiante das comunidades livres. Claro que é uma força a mais, nao só essa

AdlerMedra: Qual a sua opiniao sobre o JSP? Visto que uma parte da comunidade java ama JSP e a outra parte odeia.

Leonardo Galvão: Sobre JSP eu fui "treinado" para detestar JSP lá no CESAR. Lá usavamos apenas servlets e tudo funcionava muito bem. Veja que fomos pioneiros lá e tivemos que fazer varios frameworks,  mas hoje JSP amadureceu muito...

PauloGUJ: Mas JSP continua a ser grego para os designers

felipeal: principalmente com as taglibs e frameworks auxiliares

Leonardo Galvão: JSP realmente pode se tornar spagueti total

AdlerMedra: Na minha opinião, JSP e Servlets tem que andar em harmonia... :)

Leonardo Galvão: A questao é que é muito facil progamar mal em JSP...

sj: Leonardo, voce trabalha com Java, veio de Delphy. Na sua visao, para onde o desenvovedor deve olhar pensando no futuro?

Leonardo Galvão: Nao vim de Delphi, na verdade. Foi simultaneo. Trabalho com Delphi e Java desde 1996 , estudo e trabalho... O Delphi tem sua área, mas é mais restrita. Bem mais. O futuro de Java? Alguem questiona? Nem a Microsoft...

AdlerMedra: Aproveitando que a Java Magazine esteve em Brasília no ano passado para cobrir a Maratona 4Java. Este ano voces estarao aqui novamente? E qual sua opiniao sobre o evento?

Leonardo Galvão: Estaremos na Maratona4Java sim! Sobre o evento, achei excepcional. Acho que merece mais "oba-oba", um auditorio maior, por exemplo. Mas acho a Maratona4Java um marco nacional

sj: E como voce imagina que Java vai se sair perto da investida do .NET?

Leonardo Galvão: Se .NET vai mexer com Java? Vai. Positivamente. Veja que com a consolidacao das duas plataformas a migracao de outras linguagens como Delphi, PowerBuilder, PHP etc. vai polarizar. No final Java só tem razoes para gannha essa "disputa"

felipeal: Voce acompanha as listas do SouJava (principalmente [java-list] e [enterprise-list])?

Leonardo Galvão: Acompanho as listas sim, mas nao todos os dias

felipeal: nesse caso, você aproveita as dúvidas/questões gerais para direcionar artigos futuros da revista?

Leonardo Galvão: Sim. E tambem longas conversas com articulistas e as dezenas de cartas que recebemos

felipeal: às vezes o pessoal faz algumas perguntas bem básicas, e ninguém acaba respondendo. Depois eles reclamam que a comunidade é hostil, que nas listas de VisualBasic o pessoal ajuda mais, etc...

Leonardo Galvão: Essa questão de que a comunidade é hostil não é absolutamente verdade. Nunca vi tanta gente tao amigavel e cooperativa junta

AdlerMedra: Eu sempre recebi a ajuda da comunidade desde o meu inicio no Java. Principalmente na lista do SouJava, na lista JJava (do Fernando anselmo), do pessoal do DFJUG e depois do GUJ.

felipeal: Nesse ponto que eu disse que seria interessante para a revista uma seção fixa de dicas básicas de J2SE - com artigos do nivel daquele sobre JDBC na primeira edição.

Leonardo Galvão: Estamos abrindo na edicao 6 uma seção de dicas

felipeal: talvez fosse interessante nessa seção de dicas, dicas de migração também (principalmente VisualBasic para Java)

fabio: Quais sao os projetos que voce tem para a JM? Sinto falta de uma secao com projetos e cases de sucesso

Leonardo Galvão: A questao de cases de sucesso realmente é algo que está faltando. Um barreira para os cases é a questao de marketing. Muitas empresas preferem divulgar os produtos em vez da tecnologia Mas estamos trabalhando nisso

AdlerMedra: Apesar de morar em Brasília, eu sou paranaense e visto que a Revista praticamente é editada no Paraná, como anda a comunidade Java neste estado?

Leonardo Galvão: Sobre Java no Paraná, sinto uma queda... Pelo menos no entusiasmo . Por outro lado, temos novidades como uma Sun no Paraná.

fabio: Como esta a penetracao da revista no interior do pais e estados fora do eixo Rio-Sao Paulo?

javaman: (ou, no caso de Java, do eixo Sao Paulo-Brasilia)

Leonardo Galvão: A revista tem penetração grande em várias areas. Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, Pará, Brasília, Florianópolis. Sobre eixos, o Rio está entrando no Eixo java. Rapidamente!

felipeal: Por falar em Sun, vocês recebem algum apoio/incentivo deles (nem que seja um mero reconhecimento)?

Leonardo Galvão: Da Sun, tivemos apoio inicial, na forma de um anuncio. Mas depois a coisa parou um pouco. Mas a Sun já fez a parte dela. Criou Java!

fabio: mesmo porque temos outras empresas por tras da tecnologia

Leonardo Galvão: Fabio lembrou algo importante. A Sun só é, digamos, 20% de Java

javaman: Java é um esforco da comunidade, por isso a comunidade é tao importante.

felipeal: pois e', hoje em dia existem outras empresas mais interessadas no progresso do Java que a própria Sun. Como os J2EE vendors, database providers, IDE, etc...

fabio: quais os assuntos que despertam mais interesse nos leitores?

Leonardo Galvão: Os asuntos que interessam mais sao os ligados a web A serie de RoboCode teve feedback surpreendente tambem1

fabio: Web voce quer dizer JSP, Servlets e Struts? Ou EJB tambem?

Leonardo Galvão: JSP e JSTL, acesso a dados...

AdlerMedra: A Microsoft jah procurou a revista para colocar anuncios do .NET? (Para tentar converter os javaneses) e se ele quiser colocar um anuncio, voces colocam? (Se colocar tem que pelo menos cobrar o dobro do valor normal... Tio Bill é rico) :)

Leonardo Galvão: :) Sobre anuncios da Microsoft nao procuraram nao. Acho que minha fama de radical deve ter espalhado por aí ;)

felipeal: Bom, eles publicaram anúncios na Linux Magazine nos EUA... Criou a maior polêmica, muitos assinantes até cancelaram a assinatura...

fabio: Nas consultorias que voce faz, quais sao os principais assuntos ou problemas?

Leonardo Galvão: Nas consultorias: migracao de Delphi para Java. E adoção de J2EE, migrando de COBOL

fabio: com uso de EJB's? Voce acha que esta tecnologia esta sendo utilizada apenas por grandes corporacoes?

Leonardo Galvão: EJBs ainda tem presença forte em grandes empresas. Mas estao saindo para as médias. Por exemplo, em Bumenau temos um cliente médio que quer migrar tudo para J2EE completo.

lucas: No seu livro autobiográfico, "Just for Fun", Linus Torvalds tem reservas com relação a Java, mas ele não fala no livro quais são. Alguem sabe do que ele está falando? O livro é muito bom, recomendo a todos.

javaman: Nao sei se é sobre isso que ele fala, mas a comunidade Linux tem uma reserva em relacao a Java por Java nao ser free software...

felipeal: com todo o respeito ao Linus, ele deve pensar que "Java não é linguagem de macho " :)

Leonardo Galvão: Certamente essa questao de Linus é que Java nao é free software, como lembrou o Bruno.

lucas: Além de não ser open source, ele também se refere a problemas técnicos que teriam surgido devido a manipulação da Sun em interesse próprio.

Leonardo Galvão: Vejam que Java é open source! Mas nao é free software (apesar de que as definicoes de Open Source variam!)

sj: Sobre "grandes corporacoes", o Daniel deOliveira esteve aqui e disse que o nicho de Java seria as grandes corporacoes, enquanto .Net seria usado em pequenos e medios projetos. Como voce tem visto isso na comunidade alcancada pela Java Magazine?

AdlerMedra: Encontrei com o Daniel (DFJUG) agora e ele me disse que você é um cara legal! :)

Leonardo Galvão: Adler manda um abraco para Daniel. Ele é cara bom danado!

fabio: o problema é que o pessoal do linux é tao proprietario quanto a M$, o lance do multi-plataforma é quase que ignorado, nao entendem a importanciia

felipeal: pode ser também, embora eu esperaria esse argumento vindo do RMS [Richard Stalman]. O Linus não se importa muito com essas questões filosófica (ele argumenta algo parecido em relação ao uso de controladores de versão - o melhor é o tar) ou uso de debuggers no kernel (temos o printk)

lucas: Mas ele não esclarece quais seriam os problemas

Vanessa: Eu tento convencer usuários Linux a conhecerem Java diariamente. Alguns dizem que Java tira muito da responsabilidade do programador. Fora os que ainda acham que Java é lento.

Leonardo Galvão: Acho que a comunidade Java só teria a ganhar se se unisse a do Linux. Mas o que me parece é que a comunidade Linux nao tem interesse tao grande assim

felipeal: bom, eu uso os 2 :)

fabio: voce ainda escuta muito que Java é lento? Isso tem mudado?

Leonardo Galvão: Java é lento, onde? Em algumas aplicações pouco otimizadas para o desktop . Imagine o ganho se houvesse um movimento intenso de Java para Linux...

Vanessa: é o que eu digo... e digo ainda que o que deixa um programa lento é um algoritmo, e os desenvolvedores só tem a ganhar com as APIs prontas já comprovadamente boas em performance

felipeal: tem gente que acha que PHP, por exemplo, é muito mais rápido que JSP

Leonardo Galvão: PHP mais rapido que JSP? Talvez num helllo world...

fabio: talvez na primeira execucao. Mas por que criaram o GTK, SWT e coisas do tipo? Na propria Java Magazine tinha um artigo "Porque o Swing é lento"...

Leonardo Galvão: Tinha sim aquele quadro. Afinal temos que deixar algum espaço para as críticas. Talvez o que precisasse seria qualificar. Lento onde e como. Nos da comunidade temos que acabar que esse mito da lentidao . Depende de nos...

felipeal: talvez o PHP até seja mais rápido em casos simples, da mesma forma que o MySQL também é. Mas para projetos de médio e longo porte, a coisa fica complicada...

AdlerMedra: Leonardo, o Daniel (DFJUG) pediu para que eu lhe perguntasse se você conseguiu acertar a frequencia da revista para uma por mes mesmo

Leonardo Galvão: Sim. Estamos mensal sim. Há alguns atrasos por conta de feriados etc. Mas a média é mensal

felipeal: essa parte da licensa realmente é um impecilho. Eu não conheco nenhuma distribuição linux que inclua o JDK/JRE da Sun (ou mesmo IBM ou BlackDown) . O maximo que elas incluem é o Kaffe...

javaman: Existem 3 distribuicoes que fizeram acordos de distribuicao. Caldera foi a primeira.

felipeal: mas na versão com free download?

Vanessa: o JRE pode ser incluido.

AdlerMedra: Eu já usei programas em Java, que teoricamente seriam dinossauros de pesados mas se sairam tao bem quanto qualquer programa de qualquer linguagem.

Leonardo Galvão: Outra coisa que acho que podemos melhor se nos unirmos simplificar para os iniciantes

fabio: o proprio JBuilder é tao lento ou tao performatico quanto o Eclipse. E o JBuilder usa Swing e o Eclipse SWT.

Leonardo Galvão: O Together por exemplo é rapidissimo

felipeal: existe uma bibliotecaem Java para acessar o USB do linux, por exemplo. E um programa que faz o download de fotos de câmeras digitais usando tal biblioteca...

AdlerMedra: O Daniel pediu para eu te perguntar tambem, porque que voce deixa Brasilia sempre na rabeira... voce sempre manda revistas para o RJ, SP e depois o que sobra que voce manda pra cá, sendo que Brasília tem o maior contingente de programadores Java do Brasil. 

Leonardo Galvão: Nao somos nós quem mandamos, Adler! É a distribuidora. Eu já aumentei o numero de revistas para o dobro em Brasilia. Nao controlamos o algoritmo de distribuicao.

sj: Onde a Java Magazine mais vende? Tem essa info?

fabio: Em qual estado a revista é mais vendida?

Leonardo Galvão: Percentualmente, o recorde é... Brasília! Brasília é realmente um pólo fantástico

fabio: em numeros absolutos, percentual nao vale, se vender um em Muzambinho...

Leonardo Galvão: Mas o percentual a partir de um certo numero é o que vale para revistas... Em numero sempre é São Paulo, mas São Paulo recebe muito mais que Brasília. Afinal sao mais de 5 mil bancas em SP! E cerca de 500 em Brasília...

felipeal: São Paulo tem muitas bancas, às vezes 3 no mesmo quarteirao... Já que voltamos a falar sobre a revista... Por que vocês não publicam a circulação na página com os dados técnicos da revista?

Leonardo Galvão: É uma idéia Filipe. É impressionante... Mas a distribuicao melhora a cada edicao.

sj: Se sao 20 mil exemplares, e cada revista deve ser lida por mais de uma pessoa, temos entao uns 40 a 50 mil leitores? Isso é razoavel?

Leonardo Galvão: É razoavel sim... Impressiona nao? O tamanho da comunidade brasileira!

sj: Alguem tem esses numeros em relacao a outras linguagens de programacao?

AdlerMedra: Essa pergunta nao é diretamente ligada à revista, mas como vocês tiveram contato, qual a opinião do pessoal da Sun (e do James Gosling) sobre a Comunidade Java Brasileira?

Leonardo Galvão: Gosling está impressionado com a comunidade aqui e com os nosso projetos. Haverá destaque especial no JavaOne sobre um projeto imenso daqui, o do Datasus.

felipeal: o fato do sistema bancário brasileiro (que é um dos mais sofisticados do mundo) usar Java deve impressionar mesmo...

AdlerMedra: Onde é desenvolvido este projeto? E quem falarah sobre ele no JavaOne?

Leonardo Galvão: JavaMan, o local do desenvolvimento do DataSus... Rio, Brasilia, nao?

javaman: O projeto Datasus é desenvolvido em Brasília, Sao Paulo e Rio de Janeiro, ate onde eu sei.

sj: Leonardo, é legal alguem ter contato direto com o James Gosling! O que voce achou?

Leonardo Galvão: Puxa, o cara é genial mesmo! Gosling parece que é um cara multithreaded . Ele dedica um thread a voce e cria uma linguagem de programação com os outros :)

javaman: Pessoal, nosso tempo esta acabando... Leonardo, quer finalizar?

Leonardo Galvão: Ultimas perguntas, pessoal?

AdlerMedra: Um abraço, foi um prazer falar com voces e desculpe qualquer coisa.

Leonardo Galvão: O prazer foi meu Adler

PauloGUJ: existe possibildiade de aumentar o numero de paginas da revista?

Leonardo Galvão: O numero de paginas ainda nao avaliamos. Mas não está descartado.

felipeal: Vocês tem planos de ampliar as funcionalidades do site (alem do portal)?

Leonardo Galvão: O site terá sim muitas novas funcionalidades

fabio: Algo te surpreendeu durante este periodo de existencia da Java Magazine? Quais serao os proximos passos?

Leonardo Galvão: A maior supresa foi o nível de uniao e cooperacao da comunidade

javaman: Muito obrigado a todos pela participacao. A integra da conversa ficara disponivel no site do Restaurante.

javaman: Leonardo, muito obrigado pelo trabalho, a comunidade Java agradece!

Leonardo Galvão: Obrigado em nome da Java Magazine! Estamos sempre a disposicao de voces para criticas sugestoes e tudo aquilo que pudermos fazer por voces.

javaman: Obrigado a todos.

javaman: Ultimo moderador (eu) saindo. O chat agora está liberado.







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