Home  ·  Search
JavaMan
 
 Servidor de Aplicação J2EE BES e ferramentas Java da Borland


JavaMan
SouJava
java.sun.com



Links


Java
-
Produtos
-
JUGs no Brasil
-
Projetos
-
Artigos

Sobre o JavaMan
-
Curriculo
-
JavaBaby
-
o Site
                   


Índice para o Restaurante

Servidor de Aplicação J2EE BES e ferramentas Java da Borland
2 de agosto de 2002



Convidado: Renato Quedas - Borland
Moderador: Bruno Souza (javaman)

Esse é um fórum moderado.

javaman: Vamos dar inicio a mais um jantar no Restaurante no Fim do Universo. Hoje teremos um bate papo com Renato Quedas, da Borland Brasil. Renato é o grande entusiasta e especialista Java da Borland, e tem trabalhado em projetos de J2EE no Brasil e na América Latina. Renato deu uma palestra sobre o servidor Borland Enterprise Server na ultima reunião do SouJava, que foi um sucesso. Hoje, vamos falar de J2EE, BES, JBuilder e o que mais vocês quiserem sobre a Borland.

javaman: Vou começar perguntando: Renato, o quanto Java é importante para a Borland?

Renato Quedas: Java e muito importante para a Borland, assim como a Borland tem sido muito importante para Java, somos participantes ativos do JCP. Hoje perto de 40% do faturamento da Borland vem de Java e serviços ligados a ele

Javali: Renato, qual o diferencial do BES comparado com os outros servidores de aplicação, ou, com outras palavras, por que a gente compraria este produto e não outro?

Renato Quedas: o grande diferencial do BES esta ligado a: preço / tecnologia, performance/escalabilidade, serviços de treinamento/consultoria/mentoring disponíveis localmente no Brasil

Claudio4J: Como a Borland enxerga a Sun empacotando o SunONE AppServer (antigo iPlanet) junto com o Solaris ?

Renato Quedas: não deixa de ser uma estratégia cada empresa adota uma, esta parece ser a da Sun

Danilo: Renato, você sabe de um tutorial que mostre como fazer o deploy de um EJB Hello World no BES ? Mas algo bem simples que use apenas linha de comando, sem integração com o JBuilder. Tenho uma aplicação que estou usando o JBoss mas gostaria de testar com o BES.

Renato Quedas: Você pode criar o seu EJB (home/remote/bean class) e depois utilizar as ferramentas do BES (O Deployment Descriptor Editor e a Ferramenta de Deploy) para fazer o deploy, estas ferramentas são super visuais

Danilo: A questão sobre o tutorial e que eu não quero nada visual. Pois estou usando o Ant para gerar o código da aplicação. Quero que o Ant também monte os pacotes que possam então ser usados no BES, assim como ele já monta um pacote que posso usar no JBoss.

Renato Quedas: quanto ao tutorial com o Ant eu não o tenho mas a documentação do BES ensina como utilizar a linha de comando

fgm: qual expectativa de mercado da Borland tendo em vista que no mercado esta em disputa com empresas como IBM e a própria Sun?

Renato Quedas: A expectativa de mercado é ótima, embora existam grandes players nós temos tecnologia de sobra para enfrentá-los

Javali: Renato, poderias dar mais detalhes referente ao diferencial "tecnologia" ? Por que BES e' melhor tecnicamente ?

Renato Quedas: Todo o nosso core é baseado em CORBA o que nos permite alcançar níveis de escalabilidade e performance tremendos com um mínimo de configuração. O BES fala IIOP puro ao invés de ficar fazendo marshalling de protocolos. Além da arquitetura de partições que garante um maior controle sobre a utilização de recursos de maquina além de permitir o isolamento dos serviços e módulos de uma aplicação J2EE

RenatoTx: Quedas, quais as formas de conexão com o mainframe o BES oferece ?

Renato Quedas: Boa pergunta, depende do tipo de conexão, na verdade nós utilizamos qualquer conector JCA compliant. Se você tiver um conector, o BES fala com ele (desde que seja um conector J2EE compliant)

Javali: O BES traz alguma implementação de conector para falar com mainframe ?

Renato Quedas: Não o BES não traz nenhum conector J2EE com ele, mas o serviço de conectors esta la, basta colocar o conector e pronto

fgm: o que a Borland tem a dizer quanto a segurança no BES?

Renato Quedas: Nossa segurança esta baseada nas API's de segurança do J2EE, alguma pergunta especifica?

:::Facunte: Renato, estamos vendo que algumas empresas e profissionais, estão "olhando" com mais carinho para os servidores de aplicação. Como está o mercado para o BES?

Renato Quedas: o mercado do BES está crescendo, existem várias empresas que estão trabalhando com o BES hoje

Claudio4J: E sobre a comoditizacao do mercado de Servidores de Aplicação ? Visto os recentes casos, em que a HP descontinuou o HP-AS (antigo Bluestone) e a linha NetAction

Renato Quedas: Acho que os AppServers se tornarão commodities em um espaço de tempo, mas acho que ainda leva um tempo. Lembre-se que os RDBMS também eram todo poderosos antigamente e hoje tornaram-se commodities acho que é questão de tempo

Claudio4J: Sobre o IIOP ainda: mas o IIOP não é um protocolo mais pesado do que um protocolo proprietário ?

Renato Quedas: O IIOP é um protocolo bastante leve em cima do TCP/IP e a grande sacada está em oferecer a interoperabilidade com CORBA ou seja qualquer linguagem que implemente CORBA pode trabalhar diretamente com o J2EE. 

Claudio4J: Sim, sempre existirá o drawback entre flexibilidade x performance

Renato Quedas: Estaremos falando bastante sobre BES inclusive casos de sucesso no BorCon Brasil que será realizado junto com a COMDEX

Claudio4J: Sobre o recente episódio da Sun (com o JCP) permitir que projetos OSS (por enquanto Apache) possam implementar as especificações do JCP, não pode ser visto como concorrência ?

Renato Quedas: Concorrência com quem?

javaman: Concorrência com os servidores comerciais?

Claudio4J: Num curto prazo nem existe tanto mas com o amadurecimento das tecnologias, pode-se ter outras servidores opensource. Visto o Apache WebServer bater no IIS

Renato Quedas: Hum, sim e não, depende do que eles estiverem buscando, o JBoss por exemplo é concorrente mas não tem penetração nas corporações

Claudio4J: Justamente, por causa do amadurecimento

RenatoTx: Quedas, você citou na palestra, que no confronto entre o JBoss x BES que a grande sacada era colocar os dois no ar, mas vendo por outro lado, todo o automatismo do BES faz com que o operador perca a visão do que ocorre ?

Renato Quedas: Que tipo de visão você está citando?

RenatoTx: por exemplo, você mandou clonar um espaço no BES, ele levou um certo tempo e fez, entretanto, você não sabe ao certo o que foi feito e de que maneira.

Renato Quedas: aahhhh, aquilo na verdade é bem simples, uma partição fisicamente é montada em uma estrutura de diretórios, logo o trabalho do BES é copiar esta estrutura e colocá-la para rodar dentro de um processo servidor chamado de partition.

RenatoTx: certo, o que garante que esse processo, feito inadvertida-mente, eleve o processamento do servidor a ponto de imcapacita-lo, o que não pode ocorrer em grandes sistemas (quando operados em maquinas únicas)

Renato Quedas: N fatores, pool de conexões, TX monitor, um bom container e etc...

javaman: Isso é muito legal para administração, mas um desenvolvedor tem como saber o que acontece por baixo dos panos?

Danilo: Renato, você falou que o JBoss não tem penetração nas corporações. Você pensa que isso tende a mudar ?

Renato Quedas: As grandes corporações buscam um representante, um dono, alguém que suporte e se responsabilize pelo sucesso dos projetos, infelizmente o JBoss não tem como realizar isso hoje. 

Claudio4J: Sim, concordo

javaman: Mas a Borland também fez uma política de preços agressiva, não é justamente para conseguir penetração no mercado?

Renato Quedas: Sim, a nossa política de preço é agressiva, queremos o mercado estamos lutando por ele

Claudio4J: Se alguém quiser estender as funcionalidades do BES (ex: em todo bean que for executado findBy*****), existe uma API pública ?

Renato Quedas: Você quer saber se o BES possui as mesmas API's de interceptors do JBOSS? Existem diversas API's para trabalhar com o BES, não me lembro se existe algo especificamente para trabalhar com o persistent manager

Claudio4J: O BES fornece extensões de EJB-QL ? Por exemplo comparação entre datas do tipo java.sql.Date?

Renato Quedas: não o BES trabalha 100% baseado na especificação. Usar qualquer coisa diferente disso dentro de um componente é correr risco e quebrar a premissa do J2EE que é write once run anywhere

Claudio4J: puxa, não existe nenhum tipo de extensão

javaman: Você considera as extensões da especificação algo bom ou algo ruim?

Renato Quedas: Se a extensões forem pregadas pelo JCP, acho que vale a pena olhar, agora se forem extensões propostas por um determinado fabricante ai acho que quebra o valor da plataforma as pessoas adotam J2EE como padrão para trabalhar com o padrão e não para inventar padrões

Claudio4J: Engraçado, mas os servidores justamente fornecem as extensões como uma maneira de contornar alguma limitação do padrão, por exemplo no EJB 1.1, o Weblogic tinha um EJB-QL robusto (que é o EJB-QL do 2.0)

Renato Quedas: O problema da extensão é quando ela afeta diretamente um componente J2EE, por exemplo, suponha que você atua como um bean provider e seu componente esteja baseado no EJB-QL do WebLogic, ai um cliente que usa BES quer usar seu componente, booom, seu componente J2EE que se diz tão portável esta amarrado a um fornecedor e não a arquitetura. A grande aceitação do J2EE nas corporações e dada ao fato de que além dos benefícios da framework eu possua a segurança de investir em algo que me garanta um trabalho a longo prazo.

Claudio4J: Sim, como bean provider deveria contornar a limitação via algum componente implementado do lado do bean provider

bruno: E essa consolidação de mercado de servidores de aplicação? Não corremos o risco do BES ser comprado e sumir? Qual a forca da Borland nesse ponto?

Renato Quedas: Veja nossas ações no NASDAQ a Borland é uma companhia sólida e com posicionamento consolidado no mercado, mas, como todas as companhias de tecnologia temos ações na bolsa e estamos sujeitos as suas variações, e ate agora você vê companhias como IONA / BEA e etc... com valores oscilando muito e nossa companhia em uma posição estável

Danilo: http://finance.yahoo.com/q?s=BORL&d=v1

bruno: E a integração entre as diversas ferramentas da Borland?

Renato Quedas: temos duas linhas de ferramentas, a linha RAD que trabalha com Windows / Linux (.NET no futuro próximo) e a linha Java. A integração entre estas ferramentas hoje pode ser feita através de CORBA ou SOAP, todas elas oferecem suporte aos dois

:::Facunte: A Borland começou sua campanha de marketing no Brasil a pouco tempo (uns 2-3 anos). Agora com a BorCon 2002 realizada no Brasil, acredito que ganhará uma força tremenda, principalmente com a vinda de grandes nomes.

Claudio4J: Quedas: fiquei bastante impressionado quando disse que a Borland tem 40% do faturamento em Java, a Borland quer investir mais em Java (claro que quando o mercado der fôlego) ?

Renato Quedas: a Borland possui um compromisso forte com o mercado Java, possuímos uma Business Unit que só trabalha com isso e é responsável por nos colocar na liderança deste mercado. Nós também acreditamos em .NET e temos uma outra Business Unit que está trabalhando fortemente com isso. O interessante é que a Borland será capaz de trabalhar com foco nos dois mercados (J2EE e .NET) sem atrapalhar um ao outro.

Javali: Renato, qual a posição do BES no ranking de vendas mundial e quantos casos existem de uso efetivo no mercado brasileiro ?

Renato Quedas: indo para produção no brasil algo perto de 12 projetos todos baseados em EJB

:::Facunte: amigos, lembro que em certa ocasião, numa das apresentações do JBuilder (acredito que a versão 4), haviam poucas pessoas (umas 150), já na versão 5 (olha que já estamos na 7), haviam mais de 500 pessoas. O crescimento do Java e do JBuilder é bem visível, não acham?

Danilo: O que pode se falar sobre integração com o .NET ? Especialmente entre aplicações que tem o lado servidor desenvolvido em J2EE (EJB) e o cliente .NET.

Renato Quedas: a integração desse tipo de aplicação pode ser feita através de SOAP facilmente, basta que o servidor J2EE suporte SOAP

fabiano_vr: Quem você acha que vai vingar no mercado J2EE ou .NET?

Renato Quedas: Acho que o J2EE e o .NET possuem seus lugares no mercado. J2EE está no mercado a muito mais tempo portanto e muito mais maduro, J2EE prevê coisas que o .NET não prevê. Acredito que J2EE fique com a parte servidora e .NET ganhe bastante força na parte client-side, mas ainda é muito cedo para se dizer. Esta opinião obviamente é pessoal :)

bruno: E como você vê a evolução dos servidores de aplicação? O que mais vem por ai?

:::Facunte: A comunidade também é maior, não acham ? (J2EE) ... e mais unida...

Danilo: Você falou "basta que o servidor J2EE suporte SOAP". O BES suporta ? Como funciona isso ? Cada bean tem seus métodos expostos como um método SOAP ?

Renato Quedas: Sim o BES suporta isso

Claudio4J: Como vocês acompanham o mercado de desenvolvimento para aplicações desktop (JFC/Swing) ? Muitas vezes ouvimos que não temos tantas aplicações JFC/Swing pelas ferramentas não serem tão boas ainda (amadurecimento), ex: compara Delphi com JBuilder

Renato Quedas: na verdade acho JFC/Swing bastante interessante, acredito que no futuro as pessoas acreditem mais nisso

Claudio4J: E também o mercado de ferramentas RAD para Java não avança esperando que o mercado faça milhares de aplicações JFC/Swing

RenatoTx: O JBuilder possui alguma integração com STRUTS ou com algum MVC para JSP e quais recursos oferece de apoio ao desenvolvimento de JSPs ?

Renato Quedas: O JBuilder não possui nenhuma integração com o STRUTS hoje, mas ele permite o desenvolvimento, depuração e execução de JSP/Servlets em qualquer WebContainer que ele ofereça suporte: TOMCAT / iPlanet / WebLogic / WebSphere / BES. Hoje o JBuilder oferece basicamente os mesmos recursos para todos os Application Servers que ele suporta

bruno: Que outras características a Borland pretende colocar no BES no futuro?

Renato Quedas: O BES vai crescer muito na área de gerenciamento de ambientes, uma vez que existe um esforço de incorporar nele recursos de nossa ferramenta de gerenciamento o Borland AppCenter isto será feito de maneira progressiva, e seguir de perto a especificação do J2EE sempre é claro

Claudio4J: Como que os servidores podem estar sempre na crista da onda, apenas aderindo aos padrões, sem oferecer nada a mais além do padrão ?

Claudio4J: Então o mercado que deve sair na frente e colocar a demanda de produtos/funcionalidades para que tenha-se uma RAD como o Delphi ?

Renato Quedas: Na verdade ter um RAD como o Delphi é um pouco mais difícil, o Swing foi criado para ser multi plataforma desde o começo, logo ele precisa lidar com coisas que o Delphi não precisaria. Mesmo no Delphi quando se trabalha com CLX que e a biblioteca cross-platform tem alguns componentes que não estão presentes.

:::Facunte: Aproveitando a pergunta do Claudio4J, o Delphi irá oferecer algum tipo de suporte ao Java, ou acesso a EJBs sem a utilização do CORBA

Renato Quedas: Não o Delphi acessa EJB's via CORBA, ou via SOAP

Danilo: Existe em algum lugar um estudo de casos de uso mais detalhado. Ou seja que fale exatamente o hardware/software usado e principalmente detalhes da arquitetura. Por exemplo se foram usados entity beans, os design patterns utilizados e assim por diante. Especialmente para clientes não tão grandes.

Renato Quedas: Os estudos de casos são publicados em nosso site, mas não existem detalhes de projetos. Dos que participei posso dizer que utilizamos diversos patterns J2EE, além de uma framework que desenvolvemos internamente para melhorar a produtividade. Esta framework pode ser adquirida através de nossa área de serviços profissionais

Danilo: O que faz resumidamente este framework ?

Renato Quedas: Possui diversos serviços básicos como query, paginação, log, autenticação/autorização e etc... Ela foi concebida visando serviços

:::Facunte: e o custo Quedas, é low?

Renato Quedas: não tenho o custo na mão

:::Facunte: e a mesma será estendida, tornando-se um produto Borland?

Renato Quedas: não ela não é oferecida como produto, e sim como customizações cliente por cliente

Claudio4J: Mas isso não poderia ser um valor agregado do AppServer ?

bruno: Mas o uso desses frameworks não nos prendem a um servidor de aplicações único?

Renato Quedas: não a framework é J2EE e não está presa a nenhum servidor de aplicações

Danilo: E sobre integração com ferramentas UML como esta isto ?

Renato Quedas: temos uma integração pesada com o Rose, mas também com outras ferramentas como Together, Embarcadero e etc...

javaman: Pessoal, infelizmente nosso tempo esta acabando. Eu gostaria de agradecer o Renato Quedas pela participação. Renato, quer finalizar?

Renato Quedas: Gostaria de agradecer a presença de todos, e dizer que a Borland acredita no Java e trabalharemos para torná-lo cada vez mais produtivo, um abraço. Espero todos no BorCon Brasil

javaman: Obrigado a todos.

javaman: Ultimo moderador (eu) saindo. O chat agora está liberado.




Home  ·  Search

[ Envie seus comentarios para o JavaMan ]