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Quinta, dia 8 de junho
Apesar de hoje ter sido apenas o terceiro dia do evento, foi tembém o penúltimo, e tudo por aqui já começa a ter o ar de "começo do fim", principalmente agora, que já são quase meia-noite por aqui.
Antes do keynote comecar, eu vi o James Gosling, e fui falar com ele. Me apresentei e falei um pouco sobre como anda o movmento Java no Brasil, cmo a comunidade Java tem crescido nesse último ano, o crescimento do movimento de grupos de usuários, o que a gente espera para o próximo ano. Obviamente, tive que tirar uma foto desse (rápido) encontro... Aproveitei para já ficar por ali, na terceira fila, logo atrás do James Gosling e do John Gage, pelo resto do keynote.
O keynote hoje começou com o John Gage mostrando algo que ele queria ter feito desde o primeiro dia: acessar via rede a câmera de vídeo que ele vem usando. Ele demonstrou como ligar a câmera na rede, e como acessá-la depois, via um browser web qualquer. E tudo software Java.
Mas o keynte oficial hoje foi do Tim O'Railly, fundador da mais conhecida editora de livros técnicos e participante ativo da comnidade Open Source. E ele fez a palestra mostrando como a idéia do open source é poderosa, mas não necessariamente essa questão toda de licenças e GPL, etc, mas sim a noção de que, ao você permitir que seu programa seja utilizado, que outras pessoas construam em cima do que você fez, qe isso é um conceito poderoso. Ele comparou esse preocesso com o processo biológico, onde bactérias preparam o solo decompondo a pedra dura, permitindo surgir plantas, e de repente, o mundo está completamente mudado.
Ele citou que o próprio movimento opensource cresceu devido à rede, que permitiu a colaoração de várias pessoas. E que o movimento opensource é apenas uma pequena parte de algo muito maior, que é exatamente essa colaboração entre indivíduos que compartilham conhecimento, e isso faz com que tudo isso cresca, e isso causa com que o mundo ao nosso redor também mude, de maneiras que não podemos prever.
Depois, foi a vez do CEO da Motorola, Chris Galvin a fazer uma apresnetação, que eu considerei a melhor apresentação desse ano. Ele basicamente falou que a Motorola está se reestruturando pela 7 vez em cerca de 70 anos de história, e dessa vez ao redor da iternet e do mercado wireless. Ele disse que em uma pesquisa com mais de 4 mil pessoas em todo o mundo, que todos, em todos os paises, disseram que gostariam de ver as coisas ao nosso redor mais inteligentes, mais simples, mais seguras e sincronizadas. E é para atender a esse sonho que a Motorola esta se reestruturando.
O mercado atual de telefonia é de cerca de 1 bilhão de usuários do que ele chamou de "sitema de telefonia antigo". Além desses, temos cerca de 400 milhões de telefones celulares, e 270 milhões de usuários na internet. le espera que até 2003 já tenhamos transformado isso tudo em uma coisa só, o que tornaria um mercado de 1 bilhão de usuários na internet.
E para que isso se torne realidade, precisamos de software, e software espetacular, que seja capaz de se adaptar a nova situação, a se adaptar ao aparelho aonde estará rodando. E Java, em especial o Java 2 Micro Edition (J2ME) é parte fundamental desse processo. Por isso é que essa tecnologia não pode se fragmentar, e a indústria precisa trabalhar junta, como está trabalhando, para que isso não aconteça, e que o desenvolvedor precisa exigir isso da indústria. Chris disse que a Motorola fabrica hoje mais devices wireless do que todas as outras empresas combinadas, e que eles estão gastando grandes fortunas para fazer essa tecnologia toda funcionar, e que a Motorola vai colocar a força de toda a empresa para puxar essa tecnologia. Para ele, Java é o combustível para o crescimento dessa indústria, e J2ME é essencial para que tudo isso aconteça. A Motorola já anunciou e até o final do ano que vem terá Java rodando em todos os produtos.
Ele fez algumas demonstrações de telefones celulares e pagers rodando Java, incluindo o joginho Sonicm da Sega, rodando no celular, além de um PDA que é um centro de comunicações: PDA, pager, telefone celular GSM, e que estará no mercado ainda esse ano.
Depois desse keynote animador, eu ainda tive o prazer de encontrar James Gosling no corredor, e passar mais uns 15 minutos participando de uma conversa com ele e vários outros desenvolvedores.
Algumas das palestras que assisiti hoje:
- Bulding Reusable EJB Components, que falou sobre técnicas para a definição e criaçao de componentes EJB
- Especificação EJB 2.0, com o pessoal do time do EJB, e que mostrou os detalhes da nova especificação
- The new revolution, interactive TV and the JavaTV API, que mostrou a importância de JavaTV para o mercado de televisão digital, além de apresentar os planos da AT&T, que estará colocando cerca de 3 milhões de aparelhos com suporte a JavaTV ainda ess ano (ja pensou? no Brasil temos 4 milhões de usuários na internet...)
- Development with J2ME and Jini, que discutiu as táticas e problemas de se desenvolver aplicações Jini no ambiente J2ME
- J2EE Blueprints, que apresentou as melhores práticas e discutiu opções de design de aplicações Java 2 Enterprise Edition
Além das palestras, também visitei o pavilhão. Infelizmente, eu não percebi que hoje era o último dia do pavilhão, e só fui para lá na última meia hora, mas visitei as seguintes empresas:
- Java Card, aonde conversei sobre o projeto da American Express, que está usando cartões JavaCard no seu novo cartão de crédito, o Blue
- Forte Tools, com quem conversei qual a melhor forma de levar as ferramentas Forte para o Brasil
- Jiro, onde dicuti com o arquiteto da tecnologia Jiro de como utilizá-la em um projeto de uso de Jini na administração de sistemas Unix
- java.sun.com, o pessoal que faz o site, com quem estabeleci um contato, para tentar depois colocar mais conteúdo voltado para o Brasil no site
- Nanobiz, empresa de um amigo meu, onde fui ver os produtos de comércio eletrônico que eles estão desenvolvendo
Tiramos um tempo (eu e meu chefe) para ficar jogando arcade, ate conseguirmos as pontuações mais altas no joguinho da Harley (o Nilton consegui o primeiro lugar no placar geral...).
Depois de tudo isso, ainda fui assistir a uns BoFs: EJB 2.0, Using Entity Beans e Using Jini with J2EE. Esse último foi cômico. Era um japones que falava um inglês ininteligível, e que resolveu não fazer apresentação, apenas responder perguntas, mas ele não respondia o que as pessoas perguntavam (talvez porque ele não entendesse direito também). Para ficar mais divertido, levantou um indiando, que também fala de forma criptográfica, e ficaram os dois em uma convers de surdo-mudo... Isso já passavam das 11 horas da noite, e eu decidi que era hora de escrever o artigo do dia...
Agora, vou ver se consigo ir jantar. Amanhã é o último dia. Tradicionalmente, o John Gage vai fazer apenas uma despedida (é tão pouco que esse keynote nem será transmitido), e o JavaOne acabará no meio da tarde... Mas antes, ainda teremos mais um dia de palestras! Boa Noite!
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